Sharon Carter
Aqui os enredos dos crossovers entre as séries do One Chicago e FBI Internacional.
Aqui os enredos dos crossovers entre as séries do One Chicago e FBI Internacional.
》One Chicago, o novo crossover. ▪︎Ameaças do passado. 》Parte um. A chuva caía refletindo as luzes vermelhas e azuis no asfalto molhado. Dentro da sala de interrogatório, o ar era pesado. Olivia Benson estava imóvel, braços cruzados, observando o homem à sua frente como se pudesse atravessá-lo só com o olhar. — Você ficou preso fora do radar, Salazar. — Ela disse, calma, mas firme. — E agora quando saiu, resolve reaparecer justo quando crianças começam a desaparecer e te viram com uma delas? O homem sorriu de lado. — Eu não desapareci, capitã. Só… esperei, em silêncio. E de que crianças está falando? Não sei do que está falando! Olivia inclinou levemente a cabeça. — Não sabe... pois eu vou te dizer exatamente do que estou falando... você foi acusado de abusar do seu sobrinho de doze anos, tá lembrado disso? O sorriso dele aumentou em provocação. — Meu sobrinho tem a imaginação fértil, capitã Benson. Sempre teve. E antes que ela pudesse responder, a porta se abriu. Finn Tutuola entrou, tenso. — Capitã… você precisa ver isso. Olivia não tirou os olhos do suspeito. — Fala. — Não aqui. Ela hesitou por um segundo, mas saiu. A sala estava iluminada apenas por telas e um grande painel cheio de fotos, nomes e conexões. Amanda Rollings olhava uma foto. E no centro disso, ao seu lado: Erin Lindsay. Mais fria. Mais focada. Diferente. — Isso não é um caso isolado de pedófilia! — Ela dizia, apontando para o painel. — Esses incidentes começaram como pequenos… testes. Olivia entrou, já percebendo o clima. — Testes de quê? Erin não respondeu de imediato. Apenas puxou uma foto. Um homem. Outra foto foi colocada ao lado. Um jovem. Semelhança inegável. — Crianças levadas pelo homem e devolvidas 48 horas depois pelo garoto, apresentando febre, dores no corpo, náuseas... Olivia tentou entender onde aquilo ia chegar. — Ele é o sobrinho do seu suspeito! — Erin disse. — E filho de um homem que morreu anos atrás em Chicago. Por isso eu estou aqui! Olivia estreitou o olhar. — O garoto acusado aos doze anos? Erin respirou fundo e assentiu. — Mas o que isso tem a ver com o FBI ou você? — Na verdade, tudo! Erin pegou mais um arquivo e virou. O nome estava lá. VOIGHT. O silêncio que se seguiu disse mais do que qualquer explicação. Olivia pegou a pasta e leu com calma. Só então, entendeu. — Chicago… — Sussurrou. — Ele nasceu lá! Erin manteve o olhar fixo nela. — O pai dele foi morto após matar o filho do Hank. Execução. Sem processo, sem julgamento. Olivia ergueu os olhos. — E você tá me dizendo que esse garoto… ele está atacando crianças ou ajudando? Erin não suavizou. — Eu tô dizendo que ele é bem conceituado e estudado. Cientista. Sabe bem como manipular patógenos Silêncio. Pesado. Amanda desviou o olhar da foto. — A Erin tá certa. Essas crianças… elas voltaram diferentes. — Disse, mais baixo. Olivia virou pra ela. — Diferente como? — Não é só febre! É como se tivessem sido expostas a alguma coisa. Existem quatro delas no hospital de New York. Milagrosamente, vivas e bem. Mas duas em Chicago, estão piorando... Olivia olhou de volta pra Erin. — Você acha que isso é biológico? Erin assentiu, sem hesitar. — Ainda em estágio inicial. Controlado. Testado. Até Chicago. — Testado pra quê? Erin deu um passo mais perto do painel, mas o celular tocou e ela pediu licença pra atender. — Lindsay. A voz masculina grave veio do outro lado da linha. — Oi amor, queria te avisar que já cheguei a Chicago e estou naquela conferência que te disse anteontem. Erin virou levemente de costas para o resto da sala, a expressão mudando por um instante. Mais suave. Mais humana. — Oi… — A voz saiu mais baixa. — Chegou bem? Do outro lado, um leve ruído de fundo. Vozes. Movimento. — Cheguei sim. O lugar é enorme… cheio de médicos importantes. — Ele riu de leve. — Você ia gostar daqui. Erin fechou os olhos por um segundo, quase esquecendo onde estava. — Eu duvido… — Sussurrou. Uma pausa. Então: — Você tá bem? — Tô sim. Só cansado. — Ele hesitou. — E você? Ainda naquele caso? Erin abriu os olhos. O olhar voltou a endurecer. — Ainda. — Promete que não vai sumir? — Disse, meio brincando, meio sério. Erin não respondeu de imediato. Os olhos dela desviaram… direto para o painel. Para as fotos. Para o padrão. Para Chicago. — Eu… — ela começou. — Nick, toma cuidado enquanto... E então, um som estranho atravessou a ligação. Uma tosse. Depois outra. Mais próxima. — Ei, amor... A voz dele mudou. — Tem gente passando mal aqui. Erin ficou imóvel. — O quê? — Eu acho que alguém desmaiou. Espera... Barulho. Confusão. Vozes se sobrepondo. — Eu não tô me sentindo bem... — Uma mulher dizia. — Alguém chama ajuda, ela tá convulsionando. Erin já não respirava direito. — Nick, fala comigo. — A voz de Erin ficou firme, urgente. — Onde você tá exatamente? — No auditório principal! — Ele também tossiu. — Erin, tem alguma coisa errada... A ligação falhou por um segundo e voltou. Mais caótica. — ESCUTEM! — A voz dele agora era mais alta, tentando controlar a situação. — TODO MUNDO PRA SAÍDA. Um impacto. Algo caindo. A respiração dele ficou pesada. Irregular. — Erin, não nos deixam sa... Silêncio total e, a ligação caiu. O silêncio durou menos de dois segundos. Mas, para a Erin Lindsay, pareceu uma eternidade. — Nick? — Ela chamou novamente, já se movendo. — Nick! Nada. A ligação morta refletia no visor do celular. Atrás dela, a sala inteira havia parado. Olivia foi a primeira a perceber. Ele era alguém especial para Lindsay. Extremamente, pela reação que tivera. — O que houve, Erin? — Olivia Benson foi a primeira a perceber a mudança no rosto dela. Não era só medo. Era reconhecimento. Erin abaixou o telefone lentamente. — Nick disse “não estão nos deixando sair!” — Sussurrou, mais para si mesma do que para os outros. Amanda franziu a testa. Carisi que chegava com os cafés até paro. — O quê? — Ele perguntou. Erin ergueu os olhos. Frios agora. Analíticos. Totalmente do FBI. — Ele começou com tudo! E o tio dele sabe! — Erin disse andando em direção a a sala de interrogatório. Olivia não impediu. Apenas deixou Erin entrar após guardar a arma dela. — Você vai me dizer tudo o que sabe sobre o ataque a Chicago! — Lindsay bateu na mesa. — AGORA! O irmão de Kevin Bingham sorriu. Lento, provocador e sem pressa alguma. — E você é? Antes que Erin pudesse responder, uma batida na porta foi ouvida. Amanda estava na porta. — Preciso falar com vocês duas! Olivia saiu imediatamente com Erin relutante. Amanda engoliu seco. — As crianças de Chicago… — Ela hesitou. — Entraram em falência múltipla dos órgãos há vinte minutos. — Meu Deus… — Olivia disse abismada. Erin virou imediatamente para ela. — Preciso chegar em Chicago agora. Olivia assentiu na mesma hora. — Eu vou com você. — Liv... — Nem tenta discutir comigo. Por um instante, Erin quase sorriu. Quase. Mas ao ver o irmão de Kevin Bingham do outro lado do vidro, a fez espumar de ódio. — Levem o Finn com vocês. Carisi e eu vamos interrogar Brian Bingham e conseguir alguma coisa. — E Amanda olhou diretamente para Lindsay. — Eu prometo! Erin apenas assentiu e pegou o corredor. A única coisa que podia fazer agora, era partir com Olivia Benson para Chicago. (...) CHICAGO — CENTRO DE CONVENÇÕES MÉDICAS. O caos havia tomado o prédio inteiro. Alarmes ecoavam pelos corredores. Médicos tentavam ajudar vítimas enquanto outros apenas tentavam respirar. A fumaça quase invisível ainda saía pelos dutos de ventilação. E no meio de tudo aquilo… Will Halstead segurava um homem desacordado pelos ombros. — Ei! Ei, olha pra mim! — Gritava. — Fica comigo! Ao lado dele, a Natalie Manning ajudava uma mulher que convulsionava no chão. — Precisamos tirar eles daqui AGORA! Mais pessoas corriam em direção à saída principal. Então... BANG. As portas automáticas se fecharam. O impacto metálico ecoou pelo saguão inteiro. Por um segundo, silêncio absoluto. Então o pânico começou de verdade. — NÃO! NÃO, NÃO! — Uma mulher disse aos gritos: Marjorie Chamberlain. — AS PORTAS NÃO ABREM! — Outro rapaz disse: seu irmão Christopher Chamberlain. — TEM GENTE PRESA AQUI! — Natalie finalmente correu até a entrada gritando. Tentou forçar. Nada. Will já entendia o que aquilo significava. E isso piorava tudo. — Eles estão prendendo a gente aqui dentro… — Ele murmurou. — Seja o que for isso, não pode sair daqui, Nat! Natalie virou-se imediatamente. — O quê? Antes que ele pudesse responder, um homem loiro caiu duro no chão atrás deles segurando um celular nas mãos. Outro começou a tossir sangue. Will foi direto ajudar. Modo médico ativado. Instinto puro. — Natalie! Precisamos separar quem ainda consegue respirar sozinho! Ela assentiu rapidamente, mas as mãos tremiam. O celular no bolso vibrou. Natalie puxou sem pensar. JAY HALSTEAD Os olhos dela se arregalaram. Claro. Ele estava tentando falar com Will desde cedo. Ela atendeu imediatamente. — Que horas mesmo que é pra buscar vocês dois na conferência? Porque eu já tô em Chicago! Estava dobrando uma esquina quando ouviu a respiração desesperada do outro lado. Ele franziu a testa na hora. — Natalie? — Gritos, tosses e barulhos ao fundo vieram. Jay arregalou os olhos. — Natalie que raios tá acontecendo? Natalie? E antes que a cunhada pudesse realmente responder, Jay recebeu uma segunda ligação. Vendo o nome no visor em espera, seu sangue congelou: Era Hank Voight. Jay empalideceu na hora. Porque, se Voight estava lhe ligando de repente, assim do nada, era porque definitivamente, havia alguma coisa errada. Continua...
》One Chicago, o novo crossover. ▪︎ Ameaças do passado. 》Parte dois. CHICAGO — RUAS PRÓXIMAS AO CENTRO DE CONVENÇÕES. A buzina da caminhonete cortava o trânsito enquanto Jay Halstead acelerava pelas ruas molhadas de Chicago. O celular ainda estava no viva-voz. — Natalie? — A voz dele saiu mais alta agora. — Natalie, responde! Do outro lado, apenas caos. Mais tosses. Gritos. Alguém chorando. Então a ligação falhou completamente. Jay apertou o volante com força e atendeu Hank imediatamente. — Voight. A voz do sargento veio seca. Grave. Objetiva. — Onde você tá? — Indo pro centro de convenções. Tem alguma coisa errada com o meu irmão. Silêncio. Um silêncio ruim. Então: — Não entra sozinho, Halstead! Jay franziu a testa. — O que aconteceu? Minha cunhada e meu irmão estão lá dentro! Voight não respondeu de imediato. Do outro lado da linha, Jay ouviu movimentação. Ruzek falando alguma coisa. Burgess discutindo no rádio. Torres pedindo perímetro. Era grande. Grande demais. — Dois policiais apareceram mortos há quarenta minutos perto do prédio. — Voight disse enfim. — E um dos corpos tinha uma marca na pele. Jay sentiu o estômago gelar. — Marca? — O CDC foi acionado. Duas crianças morreram no Chicago Med há cerca de dez minutos, com as mesmas marcas. E eram filhos dos policiais mortos. O carro de Jay freou bruscamente ao virar a esquina. Porque finalmente ele viu. O centro de convenções inteiro cercado. Ambulâncias. Viaturas. Equipes táticas. Pessoas tentando sair e sendo empurradas de volta. A equipe toda do batalhão 51 de bombeiros. E homens usando trajes biológicos. — Meu Deus… — Jay sussurrou. Então viu alguém correndo em direção ao bloqueio. Will. Tentando desesperadamente passar por policiais enquanto gritava: — AS PESSOAS ESTÃO MORRENDO AQUI DENTRO! Jay saiu do carro na mesma hora. — WILL! O médico virou imediatamente para o som. Jay correu na direção dele. E o alívio no rosto durou menos de um segundo. Porque ele viu. Will estava tossindo também. Os olhos vermelhos. Suor frio. Havia sangue na manga da camisa dele. E uma marca avermelhada, em seu braço esquerdo — Will! —A barreira de vidro se fez presente entre eles. — Tem gente morrendo lá dentro. — A voz dele falhou. — E eles fecharam tudo. Jay olhou para o prédio. As portas principais permaneciam seladas. Como uma prisão. Então Natalie apareceu atrás de Will ajudando uma adolescente a caminhar. Ela parou ao ver Jay. O rosto dela desmoronou na mesma hora. — Jay… vocês precisam nos ajudar! Ela nunca falava daquele jeito. Nunca. Halstead percebeu imediatamente: ela estava com medo. De verdade. Antes que pudesse perguntar qualquer coisa, uma nova viatura parou bruscamente atrás do perímetro. Olivia Benson saiu primeiro. Logo atrás dela: Erin Lindsay e, Finn Tutuola. Jay arregalou os olhos ao ver Erin. Fazia anos. Mas não havia tempo para surpresa. Porque Erin já caminhava direto para Voight que chegava com outros carros da Inteligência. Os dois pararam frente a frente. E o mundo pareceu prender a respiração. Voight sustentou o olhar dela por alguns segundos. Sem emoção aparente. Mas Jay conhecia Hank Voight melhor do que quase qualquer pessoa. E percebeu imediatamente. Aquilo mexeu com ele. — Já acharam o garoto? — Ela perguntou sem rodeios. Voight estreitou os olhos. — Você atravessou dois estados pra isso? — Responde a pergunta, Voight! Você sabe porque ele tá fazendo tudo isso! Jay olhou entre os dois. Confuso. — Espera aí… que garoto? Olivia chegou logo atrás. — O nome dele é Daniel Bingham. Cientista biomédico. Filho de Kevin Bingham. A expressão de Voight mudou no mesmo instante. Escureceu. Burgess percebeu. — Kevin Bingham… — Ela sussurrou. — Não me diz que é o mesmo… — É. — Erin confirmou. — O homem que matou o Justin! Silêncio. Pesado. Jay olhou imediatamente para Hank. Depois para Erin. Então entendeu. — O filho dele tá fazendo isso? — Ainda não sabemos. — Hank respondeu. — Mas tudo aponta pra ele. Erin ficou imóvel. Fria como pedra. Entretanto, Halstead percebeu a mandíbula dela travando. A velha raiva. O velho ódio. Tudo, voltando à superfície. — Meu noivo tá lá dentro, Voight! — A voz dela rasgou o ambiente. — Corta essa de “ainda não sabemos” e COMEÇA FAZER ALGUMA COISA. PORQUE ESSA BAGUNÇA, É SUA! — Ela finalmente explodiu. O grito de Erin pareceu cortar o ar gelado. Até os paramédicos próximos olharam. Voight não se moveu. Mas os olhos dele escureceram. — Cuidado com o que diz. — A voz saiu baixa, mas clara. — Cuidado? — Erin soltou uma risada sem humor algum. — Você quer falar sobre cuidado agora? Alvin Olinsky. E agora o Nick. Quantas pessoas ainda vão pagar pelo que você fez? Jay olhou entre os dois, sentindo a tensão crescer rápido demais. Olivia percebeu também. E aquilo era ruim. Muito ruim. Porque Erin Lindsay raramente perdia o controle. E Hank Voight raramente aceitava ser confrontado daquela forma. — Erin… — Olivia tentou. — NÃO! — Ela cortou imediatamente. — Não faz isso comigo, Liv. Não hoje. Finn observava em silêncio. Burgess desviou o olhar. Até Ruzek parecia desconfortável. Porque ninguém ali ignorava o passado. Justin Voight. Kevin Bingham. Sangue. Execução. Consequências. Tudo enterrado por anos. Até aquele exato momento. Jay olhava tentando atinar tudo. Mas o que mais lhe deixou surpreso, foi Erin mencionar um noivo. — Nicholas Harper? — A pergunta foi feita por Will através do vidro. O nome pareceu atravessar Erin como uma bala. Ela virou imediatamente para Will. Os olhos arregalados. — Você conhece o Nick? — A voz saiu baixa e incrédula. Will tossiu antes de responder. Natalie segurava ele pelos ombros enquanto tentava impedir que caísse outra vez. — Ele… — Will respirou fundo. — Ele fez residência comigo em Nova York há alguns anos. Jay olhou do irmão para Erin. Confuso. — Espera. O noivo da Erin é médico? — Infectologista. — Natalie respondeu antes dela. — Um dos melhores que eu já vi. Erin desviou o olhar por um instante. Como se ouvir aquilo agora tornasse tudo pior. Muito pior. Olivia percebeu imediatamente. — Erin… — Pausou. — Ele estava na conferência porque... — Porque ele ajudou a organizar. — Ela respondeu sem emoção. — Segurança epidemiológica. Resposta biológica em larga escala. Finn soltou um palavrão baixo. — Ah, isso não pode ser coincidência. Voight permaneceu em silêncio. Mas claramente estava montando as peças. Will apoiou a mão no vidro tentando se manter de pé. A marca vermelha no braço já começava a subir pelo pescoço. — Nick trabalha com pesquisas experimentais… — Ele disse com dificuldade. — Patógenos modificados… contenção viral… e existem outras pessoas... Jay empalideceu. — Então esse maluco pegou um especialista exatamente nessa área? Erin finalmente voltou a encarar Voight. E agora havia algo ainda pior no olhar dela. Culpa. Ela incentivou o noivo a isso. — Daniel não escolheu aquele prédio por acaso. — Ela sussurrou. Olivia entendeu primeiro. — Meu Deus… Erin assentiu lentamente. — A conferência reuniria infectologistas, pesquisadores, químicos e especialistas em armas biológicas, todos no mesmo lugar. Burgess arregalou os olhos. — Ele montou um laboratório humano. O silêncio que caiu depois disso foi aterrorizante. Porque todos entenderam a mesma coisa ao mesmo tempo. Aquilo nunca foi apenas vingança. Era planejamento. Voight pegou o rádio imediatamente. — Inteligência, quero o histórico completo da conferência. Todos os palestrantes, patrocinadores e acessos ao sistema do prédio nas últimas setenta e duas horas. Agora mesmo! — Erin! — Will chamou a atenção dela. — Alguém precisa descobrir que pesquisa esse garoto usou porque tem gente morrendo e o Nick, não tá nada bem! Erin virou imediatamente para Will. A voz dele saiu mais fraca dessa vez. Mais rouca e cansada. E isso assustou Natalie e Jay, mais do que qualquer grito. Porque Will Halstead nunca parecia fraco. Nunca. A marca avermelhada já avançava pelo lado esquerdo do pescoço dele, como veias inflamadas sob a pele. Natalie segurou o rosto dele. — Ei, fica comigo. Tá me ouvindo? Will! Ele assentiu devagar, mas os olhos continuavam em Erin. Fixos. — Você conhece ele. — Will insistiu. — Conhece o suficiente pra saber como ele pensa. Erin ficou imóvel por um instante. A chuva escorria pelos fios soltos do cabelo dela enquanto o caos seguia ao fundo. Mas tudo parecia distante. Porque ela sabia. Sabia exatamente o que Will queria dizer. Olivia percebeu primeiro, novamente. — Você já trabalhou com Daniel? Não foi uma pergunta. Erin fechou os olhos por um segundo. E aquilo já respondeu tudo. Jay arregalou os olhos. — Espera… o quê? Continua...
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